MÓDULO 1
1.0 - INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA
A LOGÍSTICA existe desde os tempos mais antigos. Na preparação
das guerras, líderes militares desde os tempos bíblicos, já se
utilizavam da logística. As guerras eram longas e nem sempre ocorriam
próximo de onde estavam as pessoas. Por isso, eram necessários
grandes deslocamentos de um lugar para outro, além de exigir que as
tropas carregassem tudo o que iriam necessitar.
Para fazer chegar carros de guerras, grandes grupos de soldados
e transportar armamentos pesados aos locais de combate, era necessária
uma ORGANIZAÇÃO LOGÍSTICA das mais fantásticas. Envolvia a
preparação dos soldados, o transporte, a armazenagem e a distribuição
de alimentos, munição e armas, entre outras atividades.
Durante muitos séculos, a Logística esteve associada apenas a
atividade militar.
Por ocasião da Segunda Guerra Mundial, contando com uma
tecnologia mais avançada, a logística acabou por abranger outros ramos
da administração militar. Assim, a ela foram incorporados os civis,
transferindo a eles os conhecimentos e a experiência militar.
Podemos dizer que a logística trata do planejamento, organização,
controle e realização de outras tarefas associadas a armazenagem,
transporte e distribuição de bens e serviços.
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1.1 - EXEMPLO DE LOGÍSTICA
A indústria japonesa produz eletro-eletrônicos competitivos e,
por isso, consumidos no Mundo todo. Para conseguir estes resultados,
foi preciso projetar e desenvolver o produto adequado, armazená-lo
corretamente, controlar os estoques, controlar, distribuir e oferecer assistência
técnica de acordo com o desejado por seus consumidores.
Esse exemplo nos mostra que, ainda que os locais onde os
produtos são manufa-turados estejam distantes de onde serão consumidos,
é possível, através da logística, atender satisfatoriamente aos
consumidores.
No Brasil, os alimentos são transportados das zonas rurais até
os centros urbanos e as mercadorias produzidas nas grandes cidades
são levadas até o campo, em geral percorrendo grandes distâncias.
Por ser capaz de promover essa integração, é que o transporte é
a atividade logística mais importante.
Transportar mercadorias garantindo a integridade da carga, no
prazo combinado e a baixo custo exige o que se chama de “logística de
transporte”.
A movimentação dos produtos pode ser feita de vários modos:
rodoviário, marí-timo, ferroviário e aeroviário. A escolha depende do
tipo de mercadoria a ser transporta-do, das características da carga, da
pressa e, principalmente, dos custos.
Em nosso país, o modo de transporte de carga mais utilizado é
o rodoviário. Mas é preciso adequar o equipamento ao tipo de carga a
ser transportada. Por exemplo: contêineres necessitam de um cavalo
mecânico; para distribuir produtos nas cidades, o caminhão-toco é o
mais adequado.
A característica da carga define o tipo de transporte a ser
empregado. Para carga a granel, é preciso uma carreta graneleira e não
um caminhão-baú. Carga líquida só pode ser transportada em caminhão
tanque.
Além do custo do transporte do produto existe também a transferência
do produto de um modal para o outro, ou a troca simples entre
o mesmo modal (por exemplo, um produto que, antes de chegar ao
cliente, troca de caminhões).
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O melhor exemplo de cross-docking é a carga conteinerizada.
O contêiner evita remanejamentos custosos de pequenas unidades de
carga nos pontos de transferência intermodal e oferece serviço porta-aporta
quando combinado com caminhões.
No transporte de produtos é importante saber se o custo é derivado
de uma relação que envolve, além da escolha do modal, a distância
e a quantidade do produto que vai ser transportado. A decisão de
enviar produtos sem atingir a capacidade de, por exemplo,um caminhão
não é tão simples.Algumas empresas contratam transportadoras, que
executam serviços em intervalos de tempos pré-determinados, suficientes
para a produção de volume correspondente a uma carga completa
para transportar mercadorias entre os estados, visando a diminuir os
custos com transporte. Outra opção na terceirização é a consolidação
de cargas com mais de um produtor.
1.2 - DEFINIÇÃO DE LOGÍSTICA
Logística é a área da gestão responsável por prover recursos,
equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de
uma empresa. Entre as atividades da logística estão o transporte, movimentação
de materiais, armazenamento, processamento de pedidos e
gerenciamento de informações.
Pela definição do Council of Logistics Management, “Logística
é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja,
implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico
de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos acabados, bem
como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o
ponto de consumo, com o propósito de atender as exigências dos clientes”.
Uma das principais ferramentas da logística é o WMS, Warehouse
Management System, do inglês, em português (literalmente:
sistema de automação e gerenciamento de depósitos, armazéns e linha
de produção) é uma parte importante da cadeia de suprimen-tos (ou
supply chain) e fornece a rotação dirigida de estoques, diretivas inteligentes
de picking, consolidação automática e cross-docking para
maximizar o uso do valioso espaço dos armazéns.
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A Logística tem como objetivo prover o cliente com os níveis
de serviço desejados, a custo mínimo. A meta para o nível de serviço
logístico é providenciar bens ou serviços corretos, no local certo, no
tempo exato e na condição desejada ao menor custo possível.
Nas empresas, o termo logística foi adotado para caracterizar a
integração e a sincronização das atividades que compõem os processos
de suprimentos, produção ou prestação de serviços, armazenagem e
distribuição de produtos.
O encurtamento das distâncias físicas, a velocidade na troca de
informações, o avanço tecnológico, altas taxas de consumo, o grau de
exigência dos consumidores, entre outros fatores obrigaram que as empresas
buscassem novas formas de gestão.
1.2 - DEFINIÇÃO DE LOGÍSTICA
Uma das principais ferramentas da logística é o WMS, warehouse
management System,do inglês, em português – literalmente: sistema
de automação e gerenciamento de depósitos, armazéns e linhas de
produção. É uma parte importante da cadeia de suprimentos (ou supply
chain) e fornece a rotação dirigida de estoques, diretivas inteligentes de
picking, consolidação automática e cross-docking, para maximizar o
uso do valioso espaço dos armazéns.
1.3 - LOGÍSTICA EMPRESARIAL
A Logística Empresarial é um campo de estudos novo na gestão
integrada, em comparação com os campos tradicionais de finanças,
marketing e produção.
Em uma definição formal, Logística Empresarial trata de todas
as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo
de produtos desde a aquisição de matérias-primas até o consumo final,
assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento,
com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados
ao cliente, a custos razoáveis.
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As atividades logísticas tem sido praticadas por indivíduos há
muitos anos. As empresas se engajam, continuamente, em atividades
de movimentação e armazenagem (transporte e estoque). A novidade
neste campo resulta do conceito de gerenciamento coordenado das
atividades relacionadas, ao invés da prática histórica de gerenciá-las
separadamente, assim como do conceito de que a logística adiciona
valor aos produtos e/ou aos serviços que são essenciais para as vendas
e para a satisfação do cliente.
As atividades a serem gerenciadas que compõem a logística
empresarial variam nas empresas, GERENCIAMENTO DA CADEIA
DE SUPRIMENTOS, dependendo da estrutura organizacional da empresa,
das diferenças de opinião sobre o que constitui a logística e da
importância das atividades individuais para suas operações.
1.4 - A LOGÍSTICA NO BRASIL E NO MUNDO
As novas exigências para a atividade logística no Brasil e no
mundo passam pelo maior controle e identificação de oportunidades de
redução de custos, redução nos prazos de entrega e aumento da qualidade
no cumprimento do prazo, disponibilidade constante dos produtos,
programação das entregas, facilidade na gestão dos pedidos e flexibilização
da fabricação, análises de longo prazo com incrementos em
inovação tecnológica, novas metodologias de custeio, novas ferramentas
para redefinição de processos e adequação dos negócios (Exemplo:
Resposta Eficiente ao Consumidor - Efficient Consumer Response),
entre outros.
Avião aguardando para ser descarregado em San Juan, Porto Rico.
A FedEx é uma gigante mundial no setor de logística.
Apesar dessa evolução, até a década de 40, havia poucos estudos
e publicações sobre o tema. A partir dos anos 50 e 60, as empresas
começaram a se preocupar com a satisfação do cliente, foi então que
surgiu o conceito de logística empresarial, motivado por uma nova atitude
do consumidor. Os anos 70 assistem à consolidação dos conceitos
como o MRP (Material Requirementes Planning), Kanban e Just-intime.
Após os anos 80, a logística passa a ter realmente um desen9
volvimento revolucionário, empurrado pelas demandas ocasionadas
pela globalização, pela alteração da economia mundial e pelo grande
uso de computadores na administração. Nesse novo contexto da economia
globalizada, as empresas passam a competir em nível mundial,
mesmo dentro de seu território local, sendo obrigadas a passar de moldes
multinacionais de operações para moldes mundiais de operação.
1.5 - ATIVIDADES ENVOLVIDAS
Embora seja fácil pensar em logística como gerenciamento do
fluxo de produtos dos pontos de aquisição até os clientes, para muitas
empresas há um canal logístico reverso que deve ser gerenciado também.
A vida de um produto, do ponto de vista logístico não termina com
a sua entrega ao cliente. Os produtos tornam-se obsoletos, danificam-se
ou estragam e são levados aos seus pontos de origem para conserto ou
descarte. O canal de logística reverso pode utilizar todo ou apenas uma
parte do canal logístico, ou pode precisar de um projeto separado. A
cadeia de suprimentos termina com o descarte final de um produto e o
canal reverso deve estar dentro do escopo do planejamento e do controle
logístico.
EXEMPLO: O canal de logística reverso entra em cena quando um
cliente compra uma torradeira de um varejista. O cliente leva a torradeira
para sua casa e descobre que está com defeito.O cliente devolve-a
ao varejista que gentilmente lhe devolve o valor pago. O varejista agora
tem uma torradeira com defeito em seu estoque. Ele a envia para o
centro de devoluções. Lá o Código Universal de Produtos (UPC) da
torradeira é escaneado para identificação no banco de dados no centro
de devolução. O banco de dados determina que a torradeira tem uma
ordem de devolução para o fornecedor. O banco de dados credita uma
torradeira no estoque e cria uma cobrança de devolução ao fabricante.
O varejista faz uma recuperação de custos para esse ativo com defeito.
A torradeira é recebida no centro de devoluções do fabricante. A torradeira
é escaneada no banco de dados do fabricante que determina que
ela tem uma ordem de retrabalho. A torradeira é conserta-da e enviada
para revenda no mercado secundário. O fabricante adquiriu, desse
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modo, valor para esse ativo com defeito.
A subdivisão da logística quanto ao ponto
logística interna: cuida do fluxo interno de movimentação e distribuição,
está ligada às áreas de suprimento e distribuição.
logística de distribuição: distribuição física dos produtos, vai garantir o
nível do serviço ofertado ao cliente.
logística reversa: R.M.A. (remessa para manutenção e assistência),
cuida da substituição e do conserto dos produtos com avaria. Irá apoiar
o marketing para assegurar a imagem da empresa.
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